Alimentos

CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS

As frutas sumarentas podem e devem ser cozidas (bem fervidas). As frutas de grande tamanho, de polpa dura ou de casca grossa, ficam melhores cozidas ou assadas. Nas hortaliças, ferva as folhas, os talos e os brotos até que fiquem bem tenros. A fervura em várias águas, seguidas de enxágües, ajudará a eliminar os sumos amargos e o gosto desagradável.

 bushcraft viaradicalbrasil

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As raízes e tubérculos podem ser fervidos, mas é mais fácil cozinhá-los ou assá-los. A maior parte das nozes podem ser comidas em estado cru. Algumas castanhas, tais como os pinhões ficam melhores cozidos. Grãos e sementes devem ser assados a fim de se tornarem mais digeríveis e agradáveis ao paladar. O suco (ou sumo) das plantas que contêm açúcar pode ser desidratado a ponto de xarope ou calda, pela fervura lenta, durante várias horas a fim de eliminar a água.

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CARNES

As carnes deverão ser cortadas em fatias finas, de no máximo 2 dedos de espessura, e submetidas a uma desidratação, pela defumação, salga ou moquém. Por períodos de até oito horas as carnes que não forem desidratadas, defumadas, salgadas ou moqueadas poderão ser conservadas se forem armazenadas e protegidas no interior de igarapés, cujas águas são normalmente mais frias. O sal, elemento higroscópico, auxiliará, de qualquer modo, a desidratação e a conservação das carnes. Para maior proteção das carnes elas deverão ser guardadas envoltas em panos, papel ou folhas. Caso acumulem mofo, bastará raspá-las ou lavá-las, antes de serem preparadas para consumo.

   

Alguns cablocos conservam os alimentos, normalmente peixes, através do processo conhecido por mixira que consiste em derreter o óleo do animal (banha) em um recipiente e com aquele ainda quente imergir, totalmente, a carne cozida ou frita. No caso de pedaços espessos, a carne deverá ser cozida. Após o óleo solidificar-se o alimento continuará em condições de ser consumido durante o período de até 12 meses.

Para assar (sobre as brasas tiradas de uma fogueira), você poderá envolver o peixe, as batatas ou os mariscos d’água doce e muitos outros alimentos de regular tamanho, em uma camada de barro ou de argila e, em seguida, assá-los diretamente nas chamas ou sobre as brasas de uma fogueira. Deste modo, diminui-se o perigo de queimar-se o alimento. Você não precisa escamar o peixe preparado deste modo, antes de assá-lo. Basta raspar-lhe as escamas com os pedaços do barro que serviu de proteção durante o cozimento. O envoltório de barro também é “cozido” e solidificado durante o período em que o peixe é cozido.

O COZIMENTO INDIRETO SOB O FOGO

Os alimentos de dimensões pequenas, como os ovos de pequenos pássaros, os caramujos d’água doce e mariscos em geral poderão ser cozidos em regular quantidade em uma escavação abaixo do fogo. Uma vez aberto o buraco que deverá ser raso, forre o mesmo com folhas de plantas ou então envolva o alimento, nas folhas, antes de depositá-lo no fundo do buraco. Na falta de folhas, pode-se fazer uso de um pedaço de pano limpo.

Em seguida, cubra com uma camada de areia ou terra, de um centímetro de espessura, e acenda o fogo bem em cima dessa camada. Passado o período de tempo suficiente para o cozimento do alimento, afaste a fogueira para o lado e recolha o alimento cozido.

O COZIMENTO POR MEIO DE PEDRAS AQUECIDAS

- Aqueça várias pedras dentro de uma fogueirinha e deixe-as ficar até desaparecerem as chamas e restarem brasas.
- Coloque os mariscos (ou alimentos congê neres) de água doce, sem retirá-los das conchas, sobre e entre as pedras aquecidas e cubra tudo com folhas de plantas, ou com capim ou algas marinhas, e também com uma camada de areia ou terra seca.
- Depois de bem cozidos em seu próprio sumo, mariscos, ostras e mexilhões apresentarão as suas conchas abertas.
- Você poderá comê-los sem mais preparação.

A FERVURA POR MEIO DE PEDRAS QUENTES

- Prepare uma vasilha de regular de tamanho, que pode ser feita, formando um buraco com lona, com alimento e água.
- Deite-lhe pedras aquecidas ao rubro, até que a água ferva.
- Cubra a vasilha com folhas grandes pelo período de uma hora, pouco mais ou menos, até que esteja preparada a comida.
- As juntas (os nós) do bambu – Os nós do bambu constituem boas vasilhas.
- Aqueça-os até carbonizarem parcialmente.

Guarde as sobras na mochila, ou melhor, em um pacote separado. Envolva as amoras e outras frutas, quando moles, em folhas ou em musgo a fim de mantê-las intactas. Os mexilhões, as ostras, os caranguejos e os camarões devem ser carregados envolvidos em erva marinha molhada. Os peixes devem ser imediatamente limpos; lave-os bem; carregue-os em uma linha, presa a uma vara.

Os peixes que sobrarem podem ter a cabeça separada do corpo e retirada a espinha. Em seguida deverão ser abertos completamente e cortados em pastas finas, após o que deverão ser secados sobre o fogo com fumaça (defumados) ou moqueados e estendidos sobre rochas quentes ou dependurados em ramos de árvores (ou arbustos graúdos), ao Sol. Se houveR água do mar disponível jogue-a sobre o peixe a fim de salgá-lo por fora.

Não guarde alimento marinho algum a não ser que esteja bem salgado e seco. A carne pode ser conservada como “beefsteak” (assada em fatias finas) seco ou cortado em tiras e também seca ou moqueada.

A carne pendurada para secar deverá permanecer afastada do chão a fim de não ser alcançada pelos animais. Convém cobrir a carne a fim de protegê-la contra as moscas varejeiras e outras pragas. Caso se acumule mofo sobre a carne, raspe-o ou lave a carne em água, antes de comê-la. No tempo úmido, a carne defumada ou secada ao ar deverá ser novamente secada a fim de evitar a formação de mofo (ou bolor). Para conservar o alimento animal cozido ou moqueado, torne a cozê-lo uma vez cada dia, especialmente no tempo do calor.

A SECAGEM DO ALIMENTO VEGETAL

O alimento vegetal pode ser seco (desidratado pelo processo natural) pelo vento, pelo Sol ou pelo fogo com ou sem fumaça. Também se pode empregar uma combinação desses métodos. A finalidade principal desse tratamento é a de eliminar a água do alimento em questão. As bananas, os tubérculos (raízes comestíveis como a batata, o inhame, etc.), as folhas comestíveis, as amoras, em suma, a maior parte das frutas silvestres pode ser secada.

   

Corte os tubérculos, frutas, etc. , em fatias finas e ponha-as a secar ao Sol. Sendo necessário, acenda uma fogueirinha, para secar este alimento. Lembre-se que você está numa situação de sobrevivência, que poderá ser de apenas algumas horas ou se extender por meses. Esteja atento nos deslocamentos, pois sempre haverá a possibilidade de se achar algum alimento. Tenha sempre em mente um dos métodos de armazenagem listados acima.

ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL

REGRAS GERAIS
Verifique as provisões e a quantidade de água de que dispõe. Calcule, o melhor que puder, o número de dias que poderá passar antes de ser encontrado pela equipe de salvamento (o tempo poderá variar entre algumas horas e vários dias, dependendo da região onde você se encontra, e também dos meios e recursos de que dispõem os que o procuram salvar). Divida as provisões de que dispõe, em três partes; separe duas terças partes para a primeira metade do período de que você calculou até o seu salvamento, e a última terça parte das provisões, para a segunda metade desse mesmo período.

   

Se a ração d’água, por homem, disponível, for de menos de um cantil ao dia, trate de evitar a ingestão de alimentos farinhosos, secos e muito condimentados, inclusive a carne muito condimentada Não se esqueça que o comer aumenta a sede. Os melhores alimentos em tais casos, são os que contêm um alto teor de carboidratos, tais como balas, confeitos e tabletes (ou barras) de frutas.

Quando comer, faça-o normalmente, não belisque. Se for obrigado a viver de rações limitadas, faça uma boa refeição, ao menos, ao dia. Por conseguinte, “sente-se à mesa” e coma sem cerimônia. O melhor será contar com duas refeições por dia, especialmente quando uma delas é constituída de alimento quente. Se conseguir alimentos silvestres, planeje uma refeição quente. Os alimentos cozidos oferecem risco menor, são mais fáceis de digerir e de melhor sabor. E o tempo que você trabalha: de cozinheiro, descansará a mente e o corpo em geral.

Os alimentos silvestres serão melhores se comidos separadamente. Não é agradável ao paladar, a mistura de rações com alimento natural (silvestre).

a) carboidratos (hidratos de carbono) – de origem vegetal, principalmente: açúcar, farináceos. cereais e frutas. Se a provisão d’água for diminuta, procure alimentar-se principalmente de vegetais.

b) proteínas – de origem; animal, principalmente: carne, peixe, ovos, leite e queijo. As proteínas são combustíveis de alto valor, em geral, mas a sua finalidade principal é a de conservar e refazer os tecidos do organismo . Quando se consome mais destes alimentos do que é necessário para conservar a energia do organismo, a quantidade adicional é queimada como combustível (orgânico) ou transformado em gorduras e hidratos de carbono (carboidratos) . Noventa gramas de proteínas é a quantidade de que necessita, diariamente, o indivíduo, sob quaisquer condições. O trabalho intenso não torna necessária uma quantidade maior do que essas mesmas 90 gramas. Quando a reserva d’água de que você dispuser não for abundante, procure não ingerir grandes quantidades de proteínas.

   

c) gorduras – em parte, vegetal , como sejam: o azeite de oliveira, o óleo de caroço de algodão, de amendoim e de coco e, em parte, animal: manteiga e banha. A não ser em quantidades muito pequenas, as gorduras não constituem elemento essencial paro a nutrição humana Embora ineficiente por comparação, as gorduras fornecem mais do que o dobro de calorias por unidade de peso, do que é fornecido pelas proteínas ou pelos carboidratos (ou hidratos de carbono) . A ingestão continua de alimentos muito gordurosos, poderá causar distúrbios na digestão e com freqüência acarreta a formação de ácido (ketose), que exige, para a sua eliminação, maior quantidade (ingestão) d’água.

Com poucas exceções, todos os animais são comestíveis quando recém abatidos. NÃO COM SAPOS.

Caso saiba diferenciá-lo da rã poderá comer esta. O sapo tem a pele em crostas, é mais claro, tem duas mossas entre a cabeça e as patas dianteiras. A rã tem a perna mais escura e mais esguia; pernas mais gordas. Refúgio costumeiro na água. Come-se das rãs menores somente as covas, das médias, cova e pernas e das maiores, todo a rã excluindo-se somente a cabeça. Prepare-a, moqueada ou frita. É ótimo alimento.

Nunca ponha em risco a sua vida, pela ingestão de alimentos marinhos deteriorados. O peixe estragado apresenta as guelras viscosas, olhos afundados e a carne, ou a pele, excessivamente mole (como que se desmanchando), ou exalando cheiro desagradável.

Nas circunstâncias mais comuns, você poderá encontrar algo paro comer, esteja onde estiver. Uma das melhores áreas para um sobrevivente encontrar alimento é a faixa da costa, bem junto ao mar, entre as marcas de maré alta e maré baixa. Outros pontos em que se poderá encontrar alimento com razoável certeza são:

- as áreas entre uma praia e um recife de coral;
- os baixios, os “tabuleiros” de lama (ou lodo) e os mangues, onde os rios se lançam ao mar ou desembocam em outro rio maior;
- às margens de um rio, nas grandes poças d’água situadas mais para dentro;
- em terra, nas margens de pequeninos lagos e de lagos maiores;
- nas orlas das florestas, nos prados naturais, nas encostas protegidas das montanhas;
- e nos campos de cultivo abandonados.

Os piores lugares são os altos das montanhas, os espinhaços secos e as áreas de florestas contínua e densa. O alimento de procedência animal é o que lhe proporcionará o máximo de valor nutritivo por quilo de peso. Tudo o que se arrasta sobre o chão e que anda sobre patas, que nada ou que voa constitui uma possível fonte de alimentos.

A espécie humana come gafanhotos, lagartas sem pelo, larvas crisálidas de escaravelhos furadores de madeiras, iças ou tanajuras e cupins. Estes insetos possuem alto teor de gordura. Você certamente já comeu, embora sem saber e sem querer, insetos que pulavam na farinha de trigo, de milho (fubá), no arroz, no feijão, nas frutas e verduras, nas suas refeições diárias. Certamente que você conhece os minúsculos carunchos, que pululam nesses cereais e que são a praga de muitos depósitos de víveres e gêneros alimentícios em geral.

 
   
   

1) Enquadram toda a variedade de lacertídeos, quelônios, ofídios e jacarés.
2) Não devem ser consumidos lacertídeos que se deixem apanhar com facilidade ou que estejam doentes.
3) Dos ofídios, quer sejam peçonhentos ou não, faz-se um corte longitudinal pelo ventre e pode ser esfolado ou descamisado pela tração; retira-se um palmo a partir da cabeça e um a partir da cauda; feita a retirada das vísceras abdominais (evisceração), todo o ofídio pode ser consumido, sem qualquer outra preocupacão.

 

4) Nos lacertídeos e jacarés, a carne mais indicada para o consumo é a da cauda. Ao preparar para o corte, devemos amarrar a boca e tomar cuidado com a cauda, mesmo depois da morte do animal, pois as contrações musculares e reflexos poderão gerar surpresas.

   

5) Os quelônios (jabutis, tracajás, tartarugas etc.) podem ser levados inteiros ao fogo. Entretanto, convém bater com o facão nas laterais da carapaça ventral e, rompendo-a, pode o animal ser eviscerado, e, das visceras apenas aproveitados os ovos, quando houver. O próprio casco pode servir de vasilha para a cocção do quelônio.

   

O COZIMENTO

O alimento cozido é em geral mais agradável ao paladar. Toda caça, todos os peixes de água doce, todos mariscos, mexilhões, caramujos e lagostas de água doce (pequenas lagostas) devem ser bem cozidas, a fim de que possam ser comidos com toda segurança. Os mexilhões e os caramujos grandes devem ser cortados em vários pedaços, especialmente quando estiverem (os mexilhões) endurecidos.

   

Nunca procure comer peixes d’água doce quando crus ou defumados; estes peixes acham-se, com freqüência, contaminados com parasitas, que podem ser transmitidos ao homem, caso não tenha sido a carne suficientemente cozida. A carne de papagaios, gaviões e gralhas podem ser duras, mas logo se tornará mais macia, quando cozida. Os alimentos vegetais tornam-se de digestão mais fácil e de melhor sabor, além de proporcionarem maior nutrição, quando aquecidos (isto é: após uma fervura).
Os crustáceos de água doce poderão ser comidos crus mas é mais seguro e melhor pare a saúde comê-los cozidos. A carne de tubarão é comestível, mas tem de ser primeiramente cortada em pequenos bocados e deixada de molho por uma noite ou então fervida em várias águas a fim de serem removidas as substâncias nocivas principalmente da amônia, que lhe dá péssimo gosto. Não é que a carne do tubarão seja venenosa, pois disto não há perigo. É somente que seu gosto à amônia, pode tornar-se detestável.

   

Os ovos da tartaruga podem ser cozidos ou assados. Mas, cozidos ou assados, a clara continuará mole (não se solidifica, como a clara do ovo de galinha).

Esses processos culinários são métodos eficientes de preparar alimentos. O processo de assar pelo “fogo-no-chão”, que é um buraco de tamanho adequado aberto no chão seco, que pode ser forrado com pedras, se necessário. Este “forno” natural aquecido por pequena mas intensa fogueira. Uma vez bem aquecido, são retirados os carvões quase extintos, colocando no “forno” o alimento a preparar, e logo hermeticamente fechado por meio de pedras chatas ou galhos cruzados cobertos com folhas largas, sobre as quais se deita terra seca ou areia, de preferência esta última se for possível encontrá-la. Este processo pode ser mais vagaroso do que o da fogueira ao ar livre, mas oferece as vantagens de exigir menos atenção ao trabalho culinário, proteger o alimento, em preparação, das moscas e outras pragas.

   

O moqueado, que é o método dos nossos selvícolas, consiste em se armar sobre uma fogueira uma grade de madeira verde distando do fogo cerca de 50 cm. A grade poderá ser uma tripeça portátil ou um retângulo montado sobre 4 forquilhas fincadas no chão. A carne ou os peixes são colocados sobre a grade e o fogo à medida que assa os alimentos, os seca. Os alimentos são conservados no fogo ou pendurados. Antes de serem consumidos, são novamente passados no moqueador ou então cozidos.

   

FORNO

Como montar:

Comece montando uma plataforma de aproximadamente 80x80cm com troncos grossos, com altura aproximada de 70cm, cubra toda plataforma com folhas de bananeira, coloque uma camada de uns 5cm de barro mas tome cuidado pois se for muito areoso vai furar logo queimando a plataforma, quanto mais argiloso for mais dourará, coloque 3 fileiras de tijolos em forma de U a parte aberta ficará a frente, use barro para juntar os tijolos, o ideal é colocar um ferro na boca para segurar a chapa, no fundo devesse deixar uma entrada de ar, agora coloque a chapa vá montando conforme o desenho em formato de arco para quando chegar em cima só deve restar o espaço para a chaminé, cubra todo o forno com barro, é bom só usar no dia seguinte de um tempo do barro secar. este modelo usa o fogo embaixo tipo o forno de lata, mas pode ser fabricado sem a chapa tipo pizzaria mas deve ser maior para podermos colocar o fogo dentro.

   

PREPARAÇÃO DOS ANIMAIS

a. Animais de Pêlo: antas, onças, veados, macacos, pacas, cutias, cutiaras, capivaras etc.

l) Uma vez abatido o animal, deve-se proceder à esfola. Pendura-se o animal pelos posteriores, abrindo-os para facilitar o trabalho. Faz-se uma incisão transversal na parte mais alta dos mesmos, abaixo dos joelhos, e outra longitudinal até as entrepernas. Com a ponta da faca inicia-se o esfolamento, liberando a pele do músculo de uma fina camada de gordura ali existente. Procede-se com os demais membros da mesma forma.

2) Há alguns animais, como os macacos, que permitem ser descamisados, isto é, uma vez feitas as incisões transversais e longitudinais, pela simples tração, o couro será destacado do músculo;

3) Após esfolado ou descamisado, o animal será aberto pela linha do peito (linha branca) para a evisceração. Nesta operação dever-se-á ter um duplo cuidado: com a bexiga e com o fel. Para isso, coloca-se a ponta da faca protegida pelo indicador e, tracionando-se para a frente e para baixo, o animal estará aberto
sem se correr o risco de perfurar a bexiga ou a bolsa biliar. Nos grandes animais, nenhuma parte das vísceras deverá ser aproveitada.

4) Alguns animais possuem glândulas subaxilares que, se não forem retiradas corretamente, poderão comprometer a carne e causar doenças (exemplos: mucura e cotia).

5) Eviscerado e lavado, o animal estará pronto para a cocção que poderá ser para consumo imediato ou moqueado para uso posterior.

6) A pele dos animais poderá ser aproveitada para abrigar, para colher água ou para simples adorno. Para isso, deverá ser estaqueada e posta a secar ao sol ou fogo.

7) As carnes devem ser muito bem cozidas ou fritas para reduzir a possibilidade de transmissão de toxoplasmose. Para tanto, deve ser cortadas com pequena espessura visando destruir possíveis cistos.

8) O sangue dos animais não deverá ser consumido “in natura”, pois poderá transmitir toxoplasmose. Poderá ser fervido e usado como tempero e complemento calórico após estar totalmente desidratado.

   

b. Aves: jacu, socós, papagaios, garças etc..

l) Abatida a ave, estando ela ainda quente, será facil a retirada das penas. Outro processo para depenar é o caseiro, com o emprego da água quente, mas difícil de ser realizado em plena selva, além de moroso. Pode-se ainda retirar as penas juntamente com a pele, pelo descamisamento; embora seja um processo rápido, haverá a perda da pele como alimento que possui grande quantidade de calorias.

2) O processo do barro é eficiente, porém demorado; consiste em ser a ave levada ao fogo envolta no barro; pelo calor haverá a desidratação e o tijolo assim obtido, quando partido, liberará a ave sem as penas.

3) Das vísceras das aves podem ser aproveitados o coração, o fígado e a moela, sendo que desta pode-se extrair uma pequena quantidade de sal. Para isto, após bastante picada, é posta a ferver com água e, com a evaporação, restará uma pequena porção de sal em depósito. A quantidade assim obtida, embora insuficiente para salgar a ave, servirá para dar um paladar melhor à carne.

4) Os ovos, tanto os das aves como os dos quelônios, podem ser conservados até 30 dias, quando cozidos em água e guardados em salmoura, ou então, após cozidos, esfarelados e postos ao sol para uma melhor desidratação.

   

Um método fácil e seguro para abater uma ave é segurar com a mão esquerda na base do pescoço e com a mão direita na cabeça dar um puxão. Outro método simples e colocar o bastão sobre o pescoço da ave no chão e dar um pisão no bastão. Nunca decepe o pescoço da ave ela sairá andando sem cabeça e você perderá o sangue dela.

Para tirar as penas

No acampamento ou em situações de dificuldade o meio mais aconselhável e fazer um pequeno corte na de + ou – 1cm na pele da ave. Insira no corte entre a pele e a carne um tubinho fino de bambu de + ou – 6 mm de diâmetro ou uma caneta tipo Bic sem carga e assopre, A pele se soltará da carne, corte os pés e o pescoço e retire a pele com as pernas.

   

::limpeza::

Abra a ave ao meio e remova toda a barrigada e tome muito cuidado com a feu (bolina verde azulada normalmente do lado direito da barrigada) pois se ela romper não se poderá comer a carne ela ficara totalmente amarga. Pronto tempere, e coloque para azar em brasas lentamente para não queimar.

Peixes

l) Podem ser escamados, sempre da cauda para a cabeça, no sentido contrário ao das escamas. Há peixes, entretanto, cujo couro pode ser retirado juntamente com as escamas, numa operação mais rápida e higiênica. Escamado o peixe ou dele retirado o couro, cortam-se as barbatanas (dorsais e ventrais) e as nadadeiras e, pelo ventre, faz-se a evisceração. Das vísceras dos peixes, somente são aproveitáveis as ovas.

   

Limpando o peixe

Tire todas as escamas do peixe, passe a faca no sentido contrario delas. Faça um corte em toda a parte debaixo retirando as viseras ou como e conhecido “barrigada”. Se for usar em pedaços comesse retirando a cabeça, só apos corte em pedaços. Pode abri-lo ao meio e tirar as espinha. Para peixes com pele muito grossa normalmente de rio, pode-se tirar a pale de uma só vez arrancando-o o couro.

   

Lavar bem antes de preparar e uma vez pescado, você deverá sangrar o peixe sem perda de tempo, o que é feito cortando-lhe as guelras e os grandes vasos sangüíneos localizados junto à espinha. Escame-o e lave-o em água limpa. Os pequenos peixes poderão ser comidos após um mínimo de limpeza. As escamas desses peixes são frouxas e desprendem-se com facilidade quando o peixe é lavado; o estômago e os intestinos podem ser raspados e removidos com a unha do polegar. Caso pretenda moquear o peixe, não será necessário descamá-lo.

ATENÇÃO

Comer peixe estragado ou podre pode causar náuseas, diarreia, cólicas, vômitos, coceira, paralisia, ou um gosto metálico na boca. Estes sintomas aparecem de repente, de um a seis horas após comer. Induzir o vómito se aparecerem sintomas. Peixe estraga-se rapidamente após a morte, especialmente em um dia quente. Prepare o peixe para comer, logo que possível após a captura-lo.


Você pode empalar, prender ou espetar um peixe inteiro em um pedaço de pau e cozinhe em fogo aberto. No entanto, ferver o peixe com a pele é a melhor maneira para obter o valor mais alimentos.
As gorduras e óleos são sob a pele e, por fervura, você pode salvar os sucos de caldo.

Você pode usar qualquer dos métodos utilizados para cozinhar alimentos vegetais para cozinhar peixe.
Pacote de peixe em uma bola de argila e enterrá-la nas brasas de um fogo até que o barro se endureça. Quebre a bola de barro para chegar ao peixe cozido.
Se você pretende manter o peixe para mais tarde, defume-o ou o frite.
Para preparar os peixes para defumar, cortar a cabeça e retire a espinha dorsal.

 

ALIMENTOS VEGETAIS

a. Existem mais de 300 mil espécies vegetais catalogadas no mundo, sendo a maioria delas comestíveis e pouquíssimas as que matam quando ingeridas em pequenas quantidades. Não há uma forma absoluta para identificar as venenosas.

Seguindo-se a regra abaixo, poder-se-á utilizar qualquer vegetal, fruto ou tubérculo, sem perigo de intoxicação ou mesmo envenenamento. NÃO DEVEM SER CONSUMIDOS os vegetais que forem cabeludos e tenham sabor amargo e seiva leitosa, ou, mnemonicamente, CAL: CABELUDO AMARGO LEITOSO

b. Qualquer fruto comido pelos animais poderá também ser consumido pelo homem.

c. Se uma planta não for identificada, outra regra básica é utilizar exclusivamente os brotos, de preferência os subterrâneos, pois serão mais tenros e saborosos.

d. Nas regiões onde houver rios, seguindo seus cursos, obter-se-ão alimentos vegetais com maior facilidade.

e. Os alimentos de origem vegetal estarão sempre na dependência da época do ano e da distribuição geográfica.

f. Para eliminar a toxidez de alguns vegetais basta fervê-los durante cinco minutos, realizando a troca de água por duas ou três vezes nesse período. Após isto o vegetal poderá ser consumido. São exceções a esta regra os cogumelos.

g. Se o sobrevivente consumir exclusivamente vegetais deverá fazê-lo de forma moderada até que seu organismo se acostume à nova dieta.

Não coma um alimento estranho sem primeiro prová-lo. Cozinhe, primeiramente, uma amostra. Em seguida, ponha um pouco da amostra na boca, mastigue-a e conserve a porção na boca, durante uns 5 minutos. Se, passados esses 5 minutos, o paladar não estranhar o gosto da porção, poderá comer sem susto, do alimento em questão. Mas se o gosto da porção tomar-se de qualquer forma, desagradável; se o paladar estranhar, então não coma do alimento em questão. Lembre-se de que as azeitonas têm o gosto amargoso e de que o limão é ácido, de modo que o gosto menos agradável não significa tratar-se, necessariamente, de um veneno.

Mas um gosto que “queima”, abrasador, um gosto amargo e que causa náuseas, enjôo, tal gosto é um aviso de perigo.

Uma pequena quantidade de uma substância que a pretende ingerir como alimento não é passível de causar um mal fatal e talvez nem mesmo o indivíduo chegue a correr perigo, ao passo que uma quantidade maior, da substância em questão, poderá causar-lhe a morte. Com exceção dos cogumelos, o veneno dos vegetais é tornado inócuo pelo cozimento. A maior parte das espécies de inhame (as raízes) é venenosa no estado natural (cru), mas perfeitamente comestível depois de cozida. Procure guiar-se pelas seguintes normas:

1) evite comer de plantas pouco conhecidas e que não foram aprovadas com cuidado. Quando essas plantas tiverem sumo leitoso evite, igualmente, o contato desse sumo com a sua pele. Excetuam-se desta regra as numerosas espécies de figos silvestres, o abiu, o sapoti e o mamão, que podem ser comidos apesar do seu sumo leitoso;
2) evite comer de plantas com gosto desagradável (o gosto AMARGO é um guia seguro);
3) evite comer cereais parasitados por um cogumelo em forma de pequeno esporão escuro sobre a semente.

   

Bambu

Os brotos são amargos, mas poderão ser comidos crus; para tirar o amargor bastará cozinhá-los em uma ou duas águas; antes de comê-los, tirar as películas que os envolvem; as sementes também são comestíveis. A haste com nós, do bambu, distingue esta planta como sendo uma das espécies de grama (erva). Os bambus são as árvores da família da grama e ervas, em geral. Os bambus de tamanho menor, isto é, as espécies de menor tamanho, parecem-se ao capim do brejo, mas as espécies maiores poderão desenvolver hastes (caules) até 36 metros de altura e uns 5 centímetros de diâmetro.

   

Os brotos novos do bambu são comestíveis e aparecem em grande quantidade durante e imediatamente após as chuvas. Estes brotos crescem com grande rapidez, alguns crescem tanto quanto 40 centímetros por dia. Mas, como acontece com outras plantas silvestres, as propriedades comestíveis dos brotos de bambu variam.

Todas as espécies de bambu devem ser fervidas a fim de se lhes remover o gosto amargoso; e talvez seja mesmo necessária uma nova fervura em segunda água. Algumas espécies têm de ser enterradas na lama durante uns três ou quatro dias, a fim de remover o gosto amargo. Os brotos de bambu podem ser salgados, crus ou fervidos, e comidos como “picles”; o seu valor alimentício equivale ao dos aspargos.

   

CUIDADO!
Os brotos de bambu são envolvidos por “bainhas” protetoras, as quais são resistentes em menor ou menor grau, cobertas de pêlos trigueiros ou vermelhos. Se comidos, esses pêlos causam muita irritação à garganta. Remova essas “bainhas”, exteriores antes de comer os brotos de bambu.

TODO ALIMENTO QUE CONTÉM AMIDO DEVE SER COZIDO, POIS CRU É INDIGESTO

O amido não é extraído do arum (parecido ao inhame, “taioba”), nem do inhame nem da banana-figo (de cozinhar), quando estão crus. Essas plantas e frutas são primeiramente cozidas na água, ou no vapor d’água, assadas ou fritas, e são comidas sem qualquer condimento ou tempero, podendo, também, ser misturadas a outros alimentos silvestres. A mandioca é sempre cozida, porque, quando crua, é venenosa.

   

Os legumes consistem, em sua maior parte, em folhas sumarentas (sucosas), vagens, sementes, talos e raízes não lenhosas. Escolha os legumes mais novos e macios (tenros), mas cozinhe todos, especialmente aqueles obtidos dos campos cultivados.

OS FETOS VEGETAIS E SAMAMBAIAS

   

Três tipos de fetos vegetais largamente difundidos pelo planeta ilustram bem este tipo de planeta alimentício, a saber:
1) o feto vegetal Brácteo, o Arbóreo e o vegetal Polipódeo.

Grande número de fetos é comestível, e nenhum deles é venenoso. As espécies comestíveis encontram-se principalmente nas áreas de florestas das regiões temperadas cálidas e nas regiões tropicais. Algumas destas plantas têm uns poucos centímetros de altura; os fetos vegetais arbóreos, com altura até 10 metros, existem nas áreas tropicais, desde o nível do mar até as encostas de montanhas, onde as chuvas são fortes e freqüentes.

Os rebentos (ou renovos, brotos) de todos os fetos vegetais são encaracolados (ou anelados), suculentos e o seu valor alimentício corresponde a couve ou ao aspargo. Quase todos os brotos de fetos vegetais são cobertos de fiapos, os quais lhes dão um gosto amargoso. Tire os fiapos, esfregando-os dentro d’água. Se o gosto for muito amargo, ferva os brotos durante uns l0 minutos, mude a água e torne a ferver durante uns 30 ou 40 minutos. Se tiver achado ovos de aves silvestres, poderá aproveitar e cose-los juntamente com os brotos.

AS CASCAS

Você poderá aproveitar como alimento a parte interna da casca, crua ou cozida, de grande número de árvores. Nas regiões do globo onde reina a fome, o povo aproveita a parte interna da casca das árvores, para fazer farinha. A parte externa da casca, quando fina e verde e a parte interna de cor branca são, normalmente, aproveitadas como alimento. A casca de cor castanha (marrom comumente contém tanino, que é muito amargo).

   

A casca do pinheiro é rica em Vitamina C. A casca externa do pinheiro é removida pela raspagem e a casca interna é arrancada do tronco e comida crua, após ter sido secada. Poderá também, ser comida cozida ou depois de reduzida à farinha. A casca (interna) ingere-se melhor quando recém formada na primavera.

AS PLANTAS AQUÁTICAS

As plantas aquáticas crescem e se desenvolvem em locais muito úmidos, ao longo das margens dos rios, nos lagos e poços (naturais). As plantas que crescem diretamente na água, são de valor latente como alimento de sobrevivência. As partes sob a terra, dessas plantas que são cheias de sumo, assim como os seus caules, que também, são sumarentos, são as partes mais freqüentemente utilizadas como alimento. As espécies venenosas de plantas aquáticas são raras.

   

Duas espécies de plantas aquáticas de brejo são: o “rabo-de-gato” ou “capim-elefante” e a açucena branca d’água.

Capim-elefante:

Onde é encontrado – Por todas as regiões do país. É encontrado com mais freqüência nas zonas úmidas dos climas temperados e tropicais.

A parte comestível – os brotos (ou rebentos) bem novos, cujo gosto lembra o aspargo. A parte do talo mais próxima à raiz e até certa altura, tirando-lhe a palha, é comestível, crua ou cozida. Na época da floração, o polem amarelo é muito abundante; misturando-se um pouco de água a este pólem, poder-se-á formar pequenos bolos, que submetidos à ação do vapor d’água, dão como que pequenos pães.

O palmito

Toda palmeira contém o miolo, chamado palmito. A parte do tronco onde se deve tirar o palmito, está situada entre o início das folhas e o topo. Da palmeira se aproveita tudo.

   

Em geral, a água que foi utilizada para cozer (ferver) raízes de plantas, tubérculos ou sementes diversas, poderá ser aproveitada para sopa, após adicionamento de alimento marinho ou de carne. Nos trópicos, algumas tuberosas (plantas que têm tubérculos: a batata, o aipim, etc.) e a mandioca, ou aipim ou ainda a macaxeira, devem ser postas de molho ou então bem fervidas em água limpa a fim de lhes eliminar as substâncias nocivas; é claro que a água que serviu para essa eliminação NÃO poderá ser tomada como sopa. Jogue-a fora.

Conselho útil

Use as folhas de bananeira como pratos. São bem resistentes e é fácil comer sobre elas. As folhas da bananeira também podem ser utilizadas como papel de embrulho. Melhor ainda do que isso, pois que são ótimas para conservar alimentos.

O INHAME

Existem, pelo menos, 700 espécies de inhames tropicais distribuídas nas partes tropicais e subtropicais do mundo inteiro. Não confunda o inhame com a batata doce.

   

CUIDADO!

Algumas espécies de inhame são venenosas se for comido em estado verde (cru). Se possível, procure informar-se com os naturais do local, sobre essa qualidade venenosa de inhame.

ONDE É ENCONTRADO O INHAME
Os inhames infestam as hortas abandonadas, junto às clareiras, nas áreas de mata cerrada, assim como nas florestas não muito densas.

O QUE COMER DA PLANTA

Cozinhe todas as espécies de inhame. Os grandes tubérculos subterrâneos desta planta, parecem-se às batatas doces, mas todos são carnudos e mais ou menos da forma de um fuso e pesando até 10 quilos. Para preparar o inhame, corte-o, primeiro, em fatias finas. Todas as espécies de inhame podem ser comidas após terem sido cobertas com cinza de madeira e, em seguida, portas de molho em corrente d’água ou água salgada durante uns três ou quatro dias. Isto serve para neutralizar as propriedades venenosas de algumas espécies silvestres. O método usual é o de abrir uma cova, colocar grandes pedras nessa cova e, em seguida, armar uma fogueira.

Quando as pedras estiverem bem aquecidas, o alimento é colocado, na cova, sobre folhas verdes e a cova é coberta com folhas de palmeira ou outras folhas grandes. Sobre estas folhas grandes, pode-se acumular terra. Em meia hora, pouco mais ou menos, o inhame estará pronto. O inhame poderá, também, ser fervido e triturado até formar uma massa parecida ao “purê” (mingau) de batatas.

OS “CAPINS” (Gramíneas em geral)

As várias espécies compreendidas pelas gramíneas poderão servir como a mais importante fonte singela de alimento de sobrevivência, em uma emergência, especialmente nas regiões mais quentes do país. O arroz, o milho miúdo, o sorgo (outra espécie de milho), o maçambará, ou sorgo de alepo, o milho grosso e muitos outros cereais, são característicos das regiões temperadas do Brasil.

   

Os brotos bem novos da maior parte das espécies do bambu poderão ser cozidos e comidos sem receio. Em algumas áreas existe a cana de açúcar silvestre. Os capins silvestres possuem, em geral, grande abundância de sementes, as quais poderão ser comidas depois de fervidas ou assadas. Friccione os grãos, a fim de separar a palha dos mesmos. Nenhuma das espécies de gramíneas é venenosa. Se a polpa, a semente, o grão da noz (o “miolo” – a parte comestível) não apresentar pêlos duros, espinhosos, e estiver, ainda, macia, você poderá, pela fervura, preparar um caldo desse alimento.

Para apanhar as sementes das gramíneas, estenda um pano no chão e bata nas espigas com uma vara (a isto chama-se: debulhar, ou joeirar). Muitas espécies de grão rebentam como pipocas, quando aquecidos. Procure obter este resultado, aquecendo os grãos em uma vasilha fechada.

Palmeiras

Talvez sejam difíceis de conseguir devido à profundidade da água no local onde florescem essas plantas. Vale a pena tentar “pescar” essas partes da planta, pois as tuberosidades (a “batata”) são ricas em fécula e, por isso, constituem bom alimento, bem substancioso. Podem ser comidas cruas ou cozidas (ou mesmo fervidas). Todas as espécies desta planta são perfeitamente comestíveis, sempre que encontradas no Brasil.

   

Os talos – Poderão ser cozidos como outros alimentos.

A bainha (cápsula) nova, da semente pode ser cortada em “fatias” e comida como verdura qualquer.

As sementes – O seu gosto poderá ser amargo, mas essas sementes são em alto grau nutritivas. Poderão ser secadas ao sol e esfregadas entre duas pedras, para fazer farinha.

O palmito – Toda palmeira contém o miolo, chamado palmito. A parte do tronco onde se deve tirar o palmito, está situada entre o início das folhas e o topo.

Os grãos ou sementes do milho miúdo, dos capins bravos e de muitas gramíneas, esses grãos (ou sementes) são leculosos (amidosos) e constituem excelente alimento-base.
A Banana verde na cor não significa que ainda não esteja madura. Exemplo: a banana d’água, a banana da terra, a banana figo (que se deve primeiramente cozinhar), todas tropicais, contém muito amido, (mas não são naturais, podendo ser encontradas em roças abandonadas).

   

 


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